terça-feira, 1 de setembro de 2015

Corinthians, 105 anos

Alessandro, o guerreiro tecnicamente limitado, ergue a taça do título mundial de 2012. Eis a síntese do que é ser SC Corinthians Paulista. Parabéns pelos seus 105 anos, meu time, minha linda memória afetiva. Clube que me fez torcer, com o coração na garganta, por Ezequiel e Gamarra, Biro-Biro e Paulinho, Viola e Ronaldo. Time que me fez chorar e correr descalço pelas ruas, socando o ar, com a bomba do Gralak no empate heróico contra o São Paulo de Telê em 1994. Que me faz acompanhar cada jogo com a mesma intensidade e esperança, do Acre ao Japão, seja no rádio, na TV, ou no Pacaembu, o mais amoroso e charmoso dos estádios de São Paulo.

Hoje temos uma Arena e títulos internacionais, mas nada disso vai superar, para o moleque de oito anos, aquele carrinho do Viola contra o Guarani. Ou, no ano seguinte, o calcanhar certeiro de Claudio Adão contra o Palmeiras. E o que dizer do mais emocionante dos títulos para os trintões como eu, o Brasileiro de 1990, vencido na marra, nas faltas certeiras do gordinho Neto, na tabelinha de Fabinho e Deus Tupã! Toquinho tem razão: tu és religião de janeiro a janeiro, Corinhians. Eu te amo, na alegria e na tristeza, no gol de cabeça do Guerrero ou no passe errado do Betão. 

E isso me basta.
Obrigado, gente simples do Bom Retiro que, debaixo daquele lampião em 1910, depois do suor do expediente, fundou o time que enfrentaria a elite paulistana e, décadas adiante, ganharia o mundo. O Corinthians ficou do tamanho da paixão e da valentia de vocês, bravos operários!